domingo, 12 de junho de 2011

Hoje é dia 12 de junho.

       Dia dos namorados.
      Para os empresários, época de alta nas vendas. Para os publicitários, época de criar campanhas apaixonadas. Para os namorados, dia de gastar. Para os solteiros, dia de farrear. Para quem não liga, depressão de domingo. Para minha cadela, dia de tomar banho.
      Para todos, mais um dia de histórias para contar. Boas ou ruins, inéditas ou encantadoras.

      Deixando de lado a análise fria da coisa (ou analisando mais friamente ainda), eu acredito que uma data comemorativa, além de aquecer o capitalismo (não dá pra fugir disso!), serve para aquecer corações. Faz sair da rotina. Se você entende que é dia de agir como deveríamos agir todos os outros dias do ano, presentes acabam virando apenas um símbolo das boas atitudes e dos bons sentimentos, e talvez até uma ajuda para agirmos assim por mais tempo.

      Cultive uma paixão madura - amor! - em tempo integral.

Para mim, hoje foi dia de acordar de madrugada com uma sms linda. E com mais um pouco da certeza que eu já tenho sobre estar no caminho certo. Ainda são 10a.m.. Quando acabar o dia, talvez eu venha contar minha história (provavelmente não - a verdade é que devo sumir daqui por mais alguns meses).

      Seja qual for a sua categoria, aproveite!

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CLARICE LISPECTOR, SOBRE A ESCRITA:

Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio
de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de
linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras. Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade. Simplesmente não há palavras. O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para
o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes. Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro
melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora. Simplesmente as palavras do homem.

Love is the answer at least for most of the questions in my heart!

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